Pronto! Aconteceu! Não é estória da carouchinha! Não é piada! Não é “ouvi dizer”! Não é briguinha de namorados!
Aconteceu! O mundo corporativo brasileiro tem um caso verdadeiro de grande repercussão!
O diretor (ou melhor, agora ex-diretor) comercial da Locaweb, Alex Glikas, segundo nota da empresa “decidiu em comum acordo com a Locaweb desligar-se das sua funções.” Tudo isso porque o referido executivo, no auge das emoções futebolísticas, fez comentários ofensivos aos torcedores e ao próprio São Paulo Futebol Clube.
Além de usar termos não compatíveis com um executivo de uma grande empresa, o São Paulo Futebol Clube é cliente da Locaweb. Tinha assinado um contrato por dois jogos para ter a marca Locaweb na manga da camisa do time.
Coincidentemente falamos das redes sociais no comentário passado deste blog: Considere as redes Sociais. Dos seis pontos que chamamos atenção, dois se enquadram perfeitamente:
- Os funcionários podem ou não podem usar as redes sociais?
- Se sim, defina as regras!
Aparentemente a Locaweb não tinha esta definição. Mas, ela não está sozinha. A maioria das organizações não define como os funcionários devem se comportar em relação às redes sociais. Não é cerceamento de liberdade. Estamos falando de mundo corporativo. Estamos falando de negócio. Estamos falando de carreira profissional.
Se pudéssemos voltar o tempo, ninguém faria o que fez. O executivo teria se contido, pois estava falando em um assunto que envolvia clientes, as regras estariam explicitas e todo não teria acontecido.
Mas, lidamos com pessoas. E pessoas falham. Entendo este incidente como uma falha. Não foi uma ação de roubo de informação ou uma ação pensada para prejudicar a empresa. Foi uma ação emocional. E as pessoas precisam ser treinadas para serem profissionais mesmo sob pressão. E o que a organização deseja do profissional precisa estar internalizado na pessoa. Precisa ser formalmente dito e precisa ser repetido várias vezes para que haja conscientização da pessoa.
Diante do fato a organização fez o que tinha que fazer: desligar o executivo. Ou melhor, fazer um acordo com ele para que ele pedisse a demissão. Imagino a carta que a Locaweb fará para o São Paulo Futebol Clube, até porque se quiser continuar com o patrocínio, vai encontrar resistências. Desculpem, mas se fosse o meu time do coração e eu fosse o presidente.... iria pensar muito para renovar.
Organizações: pensem em redes sociais. Pensem no que seus funcionários e prestadores de serviço podem e devem fazer em relação à sua organização. Nada melhor como a verdade e a transparência. Tenham um regulamento objetivo, simples e explícito sobre o assunto e divulguem o mesmo.
Mas, lembro que não é somente ter um regulamento sobre redes sociais. A organização deve ter uma arquitetura de regulamentos, formando assim a sua política de segurança e proteção da informação.
Aconteceu com a Locaweb, mas poderia ter sido a sua organização. Concorda?
Por enquanto um conselho para seus funcionários e colaboradores: Sob emoção, não escreva!
Edison Fontes, CISM, CISA
Consultor, Professor e Autor de Livros de Segurança da Informação.
Núcleo Consultoria. Participa ABSEG, ISACA e InfoSecCouncil.
Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

















